quarta-feira, 30 de setembro de 2009



Faça aquilo que você gosta


É o seguinte: só é possível ser feliz fazendo aquilo que você gosta. Não tome isso como um clichê ao qual recorri nesta manhã de garoa fria e fina aqui em São Paulo. Tome isto como uma constatação de vida que eu, quero dividir com você da maneira mais ingênua possível.
Ninguém segura por muito tempo a barra da infelicidade diária fazendo uma atividade que não lhe dá prazer. Você pode fazer algo que não gosta por algum tempo, visando o atingimento de uma meta específica. Ou seja: você pode trabalhar atrás do balcão atendendo o público diretamente no negócio que está tentando tirar do chão para você e sua família. Mas se você detestar esta tarefa, terá de passá-la para alguém em algum momento. Você pode aceitar um emprego que não tem nada a ver com você para colocar comida em cima da mesa de casa até encontrar outro trabalho. Mas é bom que o encontre rápido. Ou você, em pouco tempo, estará perdendo muito mais do que ganhando. E não só o seu tempo mas sua própria alegria de viver. Você pode até dar uma palestra ou outra tendo horror a falar em público - mas não conseguirá ser um bom professor. Nem, muito menos, um professor feliz. Você pode até abraçar a função de vendas por um período, a pedido do chefe ou como estratégia de crescimento dentro da empresa, mas se a sua vocação for técnica, você não vai durar por muito tempo.
Ou melhor, você até pode durar. Tem gente que dura uma eternidade fazendo o que não gosta. Tem gente que se flagela a carreira toda, se angustia a vida inteira, acordando infeliz todo dia, amargurado por fazer o que faz, por ser quem é. Essas pessoas fazem isso em nome do dinheiro. Ou da permanência num emprego. Ou da insegurança de passar a bola indesejada, mas necessária, adiante. E vão levando. Destróem seu humor, sua auto-estima, sua sensibilidade, sua capacidade de amar, de serem bons pais, bons maridos, boas mulheres.
Eis o risco terrível desta toada de se atirar com desmesura a uma faina que corrói, que desagrada, que nos rouba o paladar e aquela estranha e fabulosa energia chamada felicidade.
Eu, em verdade, vos digo: não vale a pena.

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